Guia de autenticidade
Guia de autenticidade: Louis Vuitton
Nenhum detalhe sozinho diz se uma Louis Vuitton é autêntica. O que funciona é olhar vários sinais juntos. Aqui estão os que a gente olha primeiro:
Sinal 1O código de data
Todas as peças Louis Vuitton a partir dos anos 1980 trazem um código de data, que não é número de série. Ele conta onde e quando a peça foi feita. Costuma estar numa pequena etiqueta de couro costurada por dentro, no forro ou embaixo de um bolso interno. Em forro de alcântara, o código é gravado no próprio tecido.

- Antes dos anos 1980: peças muito antigas não têm código.
- Anos 1980: o formato mudou algumas vezes e usa três ou quatro números, às vezes seguidos de duas letras.
- De 1990 a 2006: duas letras e quatro números. O primeiro e o terceiro formam o mês e o segundo e o quarto formam o ano. Exemplo: SP0065 é junho de 2005.
- De 2007 em diante: duas letras e quatro números. As letras indicam a fábrica. O primeiro e o terceiro números formam a semana, e o segundo e o quarto formam o ano. Exemplo: SR3179 é a semana 37 de 2019, feita na França.
- Peças mais recentes: a marca passou a usar microchip em algumas peças no lugar do código gravado.
As duas letras também precisam combinar com o país escrito no carimbo "made in". Veja mais no Sinal 5.
Confira o seu código
Sinal 2O que o código não prova
Um código no formato certo não garante nada, porque ele pode ser copiado. Olhe também o tipo da letra, o tamanho, o alinhamento e se a data faz sentido para o modelo. Um modelo lançado em 2015 não pode ter código de 2009.
Sinal 3O monograma
Na lona monograma e no Damier, o desenho precisa estar alinhado e simétrico dos dois lados. Desenhos tortos, desencontrados ou com cores lavadas pedem mais atenção.

Sinal 4Costuras, couro e ferragens
- Costuras retas, regulares e firmes, sem fios soltos.
- Couro e acabamento uniformes. A vachetta (o couro claro) escurece com o tempo, e isso é normal.
- Ferragens pesadas, bem acabadas, com gravação nítida.
- Zíperes que correm macios.

Sinal 5O carimbo
O carimbo é gravado no couro, na vachetta clara ou no couro escuro do Damier. As letras ficam afundadas, nítidas e bem centralizadas.
O que é sempre igual é o ® e o nome LOUIS VUITTON PARIS. O que muda é a última linha, o "made in". As bolsas podem ser feitas na França, nos EUA, na Espanha ou na Itália. Algumas peças americanas trazem também "of imported materials", gravado no couro ou numa etiqueta de pano.

- O país precisa combinar com o código de data. Cada par de letras do código pertence a certas fábricas. Algumas letras, como FL e SD, existem na França e nos EUA. O verificador acima mostra os países possíveis.
- Carimbo bonito não prova nada. Falsificações copiam o carimbo. Ele conta como mais um sinal, junto com o código, a simetria e as ferragens.
O que não decide
Caixa, saquinho e nota fiscal ajudam, mas não provam. Peça antiga muitas vezes não tem nada disso. Preço muito abaixo do mercado é sinal de alerta, mas existem imitações caras e bem feitas.
Em caso de dúvida
Se a peça vale um valor alto, peça a opinião de um avaliador profissional antes de comprar ou vender.
